terça-feira, 15 de setembro de 2009

Magic, Science and Power

There are no peoples however primitive whitout religion and magic. Nor are there, it must be addedat once, any savage races lacking either in the scientific attitude or in science, though this lack has been frequently attibuted to them. In every primitive community, studied by trust-whorty and competent observers, there have been found two clearly distinguishable domains, the Sacred and the Profane, in other words, the domain of Magic and Religion and that of Science.

On the onde hand there are the traditional acts and observances, regarded by the natives as sacred, carried out whit reverence and awe, hedged around whit prohibitions and special rules of behavior. Such acts and observances are always associated whit belifs in supernatural forces, especially those of magic, orr whit ideas about beings, spirits, ghosts, dead ancestors, or gods. On the other hand, a moment´s reflection is sufficient to show that no art or craft however primitive could have been invented or maintained, no organized form of hunting, fishing, tilling, or search for food could be carried out without the careful observation of natural process and a firm belief in its regularity, whitout the power of reasonig and whitout confidence in the power of reason, that is, whitout the rudiments of science.

Bronislaw Malinowski

domingo, 13 de setembro de 2009

Epistemes

No início eram a religião e a ciência, e a magia conectando ambas.

Com o surgimento do monoteísmo, a religião foi expurgando a magia.

E com o avanço das ciências. A Ciência foi repelindo a magia. E depois foi repelindo a própria religião.

E com o empirismo, a filosofia analítica, o pragmatismo e o positivismo, a filosofia foi exorcizando a metafísica.

Neo Quixote

O que me impressiona em Matrix é o carácter quixotesco de Neo. The number One.

A confusão entre realidade e ficção, bem como o embate entre criador e criatura. Homem vs Tecnologia.

Messianismo ou Loucura?

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Vide e Duvide


Ensaio Sobre a Cegueira - de Fernando Meirelles, baseado em José Saramago.





Parábola do Cego - de Pieter Bruegel, baseado em Jesus Cristo.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Influências

Num livro que Osmar me emprestou, Joel Rufino dos Santos enumera Einstein, Freud e Marx como os pensadores mais influentes do século XX.

Interessante notar que todos possuem ascedência judaica.

Mas mais interessante é perceber que um de meus pensadores prediletos, o etnólogo francês, Claude Levi-Strauss, teve sua teoria antropológica decisivamente influenciada por Marx e Freud.

De Freud ele herdou a noção de inconsciente, e de Marx herdou o conceito de infra-estrutura social. Substituindo a infra-estratura econômica de Marx, por uma infra-estratura inconsciente, cravada nos mitos, costumes, etiquetas, parentescos. De maneira mais profunda do que simplesmente nas relações de trabalho, produção, troca e consumo.

Mais tarde Levi-Strauss nega, condena e critica muitos preceitos das teorias marxista e freudiana. Num exemplo de parricídio muito comum na história da ciência moderna.

Porém, creio que a maior influência sobre Levi-Strauss veio do estruturalismo de Ferdinand Saussure, por razões óbvias. E aí está um dos motivos pela recusa à Marx, visto que a teoria marxista consiste numa espécie de glorificação da história, herdada de Hegel, ao passo que o estruturalismo sausurreano é sincrônico, isto é, crê num diminuto poder da história, sobretudo nas sociedades primitivas, que a substituem pelas narrativas mitológicas. E dizendo os mitos muito pouco sobre a formação do universo, versam demais sobre a formação daquela população específica.

Voltando a dar maior atenção à tríade citada por Rufino, podemos dizer que, hoje em dia, apenas Einstein sobrevive, com sua teoria da relatividade. Embora um pouco chamuscado por alguns paradigmas da teoria quântica. Que ele desacreditou ao dizer que Deus não joga dados.

Já Marx não é quase mais estudado nas escolas de economia. Como já ouvi dizer que o mesmo ocorre com Freud nas faculdades de psicologia. E uma das maiores críticas que ambos sofrem é a falta de rigidez de sua teorias. A falta de empirismo, por assim dizer. Miguel Nicolelis, paulista, palmeirense, e um dos maiores neurocientistas do mundo, ao ser perguntado sobre a teoria freudiana, critíca a falta de dados mensuráveis. Mesma crítica que sofre Marx. E que leva Karl Popper, epistemologista austríaco, a se quer considerar a psicanálise e a teoria marxista como ciência.

Podemos dizer que, em linhas gerais, Einsten foi um pensador da 'physis', Freud foi um pensador da 'psiqué' e Marx foi um pensador do 'ethos'.

E apenas o primeiro ainda permanece com sua reputação relativamente imaculada. E creio que isso se dá pelo fato de que por mais complexos que sejam o comportamento da natureza, me parecem sempre muito mais simples do que os comportamentos da humanidade, embora essa se origine daquela e faça dela parte indispensável a si.

sábado, 15 de agosto de 2009

Albert Camus

"Após cinco minutos de suspensão, durante os quais o meu advogado me disse que tudo corria bem, foi ouvido o Celeste, que era citado pela defesa. A defesa era eu. Celeste deitava, de tempos a tempos, olhares na minha direção e rodava o panamá nas mãos. Trazia o terno novo que punha aos domingos, quando ia comigo às corridas de cavalos. Mas julgo que não conseguira por o colarinho, pois apenas um botão de metal lhe conservava a camisa fechada. Perguntaram-lhe se eu era seu cliente e ele respondeu: - Sim, mas era também meu amigo - ; o que pensava de mim, e ele respondeu que eu era um homem; o que queria dizer com isso, e ele declarou que toda a gente sabia o que isso queria dizer; se notara que eu era taciturno, e ele reconheceu apenas que eu não falava por falar. O advogado de acusação perguntou-lhe se eu pagava regurlamente as minhas despesas. Celeste riu-se e declarou:- Isso era entre mim e ele. - Perguntaram-lhe ainda o que pensava do meu crime. Pôs então as duas mãos na barra e via-se que preparara qualquer coisa. Disse: - Para mim, foi uma desgraça. Toda a gente sabe o que é uma desgraça. Pois bem, na minha opinião, foi uma desgraça..."

(em O Estrangeiro)

Gaston Bachelard

"Tem-se repetido com frequência, a partir de William James, que todo homem culto segue fatalmente uma metafísica. Parece-nos mais exato dizer que todo homem, no seu esforço de cultura científica, apoia-se não exatamente numa, e sim em duas metafísicas e que essas metafísicas naturais e convincentes, implícitas e tenazes, são contraditórias. Dando-lhes apressadamente um nome provisório, designemos essas duas atitudes filosóficas fundamentais, tranquilamente associadas no espírito cientíifico moderno, pelas etiquetas clássicas de racionalismo e realismo..."

(em O Novo Espírito Científico)