Num livro que Osmar me emprestou, Joel Rufino dos Santos enumera Einstein, Freud e Marx como os pensadores mais influentes do século XX.
Interessante notar que todos possuem ascedência judaica.
Mas mais interessante é perceber que um de meus pensadores prediletos, o etnólogo francês, Claude Levi-Strauss, teve sua teoria antropológica decisivamente influenciada por Marx e Freud.
De Freud ele herdou a noção de inconsciente, e de Marx herdou o conceito de infra-estrutura social. Substituindo a infra-estratura econômica de Marx, por uma infra-estratura inconsciente, cravada nos mitos, costumes, etiquetas, parentescos. De maneira mais profunda do que simplesmente nas relações de trabalho, produção, troca e consumo.
Mais tarde Levi-Strauss nega, condena e critica muitos preceitos das teorias marxista e freudiana. Num exemplo de parricídio muito comum na história da ciência moderna.
Porém, creio que a maior influência sobre Levi-Strauss veio do estruturalismo de Ferdinand Saussure, por razões óbvias. E aí está um dos motivos pela recusa à Marx, visto que a teoria marxista consiste numa espécie de glorificação da história, herdada de Hegel, ao passo que o estruturalismo sausurreano é sincrônico, isto é, crê num diminuto poder da história, sobretudo nas sociedades primitivas, que a substituem pelas narrativas mitológicas. E dizendo os mitos muito pouco sobre a formação do universo, versam demais sobre a formação daquela população específica.
Voltando a dar maior atenção à tríade citada por Rufino, podemos dizer que, hoje em dia, apenas Einstein sobrevive, com sua teoria da relatividade. Embora um pouco chamuscado por alguns paradigmas da teoria quântica. Que ele desacreditou ao dizer que Deus não joga dados.
Já Marx não é quase mais estudado nas escolas de economia. Como já ouvi dizer que o mesmo ocorre com Freud nas faculdades de psicologia. E uma das maiores críticas que ambos sofrem é a falta de rigidez de sua teorias. A falta de empirismo, por assim dizer. Miguel Nicolelis, paulista, palmeirense, e um dos maiores neurocientistas do mundo, ao ser perguntado sobre a teoria freudiana, critíca a falta de dados mensuráveis. Mesma crítica que sofre Marx. E que leva Karl Popper, epistemologista austríaco, a se quer considerar a psicanálise e a teoria marxista como ciência.
Podemos dizer que, em linhas gerais, Einsten foi um pensador da 'physis', Freud foi um pensador da 'psiqué' e Marx foi um pensador do 'ethos'.
E apenas o primeiro ainda permanece com sua reputação relativamente imaculada. E creio que isso se dá pelo fato de que por mais complexos que sejam o comportamento da natureza, me parecem sempre muito mais simples do que os comportamentos da humanidade, embora essa se origine daquela e faça dela parte indispensável a si.
18/08/2009
15/08/2009
Albert Camus
"Após cinco minutos de suspensão, durante os quais o meu advogado me disse que tudo corria bem, foi ouvido o Celeste, que era citado pela defesa. A defesa era eu. Celeste deitava, de tempos a tempos, olhares na minha direção e rodava o panamá nas mãos. Trazia o terno novo que punha aos domingos, quando ia comigo às corridas de cavalos. Mas julgo que não conseguira por o colarinho, pois apenas um botão de metal lhe conservava a camisa fechada. Perguntaram-lhe se eu era seu cliente e ele respondeu: - Sim, mas era também meu amigo - ; o que pensava de mim, e ele respondeu que eu era um homem; o que queria dizer com isso, e ele declarou que toda a gente sabia o que isso queria dizer; se notara que eu era taciturno, e ele reconheceu apenas que eu não falava por falar. O advogado de acusação perguntou-lhe se eu pagava regurlamente as minhas despesas. Celeste riu-se e declarou:- Isso era entre mim e ele. - Perguntaram-lhe ainda o que pensava do meu crime. Pôs então as duas mãos na barra e via-se que preparara qualquer coisa. Disse: - Para mim, foi uma desgraça. Toda a gente sabe o que é uma desgraça. Pois bem, na minha opinião, foi uma desgraça..."
(em O Estrangeiro)
(em O Estrangeiro)
Gaston Bachelard
"Tem-se repetido com frequência, a partir de William James, que todo homem culto segue fatalmente uma metafísica. Parece-nos mais exato dizer que todo homem, no seu esforço de cultura científica, apoia-se não exatamente numa, e sim em duas metafísicas e que essas metafísicas naturais e convincentes, implícitas e tenazes, são contraditórias. Dando-lhes apressadamente um nome provisório, designemos essas duas atitudes filosóficas fundamentais, tranquilamente associadas no espírito cientíifico moderno, pelas etiquetas clássicas de racionalismo e realismo..."
(em O Novo Espírito Científico)
(em O Novo Espírito Científico)
Merleau-Ponty
"..., a metafísica, reduzida pelo kantismo ao sistema de princípios empregados pela razão na constituição da ciência ou do universo moral, radicalmente contestada, nessa função diretriz, pelo positivismo, no entanto, não cessou de levar uma espécie de vida clandestina na literatura e na poesia, onde hoje os críticos a reencontram..."
(em O Metafísico no Homem)
(em O Metafísico no Homem)
04/07/2009
Comer e Comer
Beijo seus seios.
Beijo
seus seios fora
de suas naturais utilidades
são como inúteis
seios fora
do período lactante
tão desnecessárias bocas
abertas
quando não há alimento
a boca moça madura inútil
baba
os seios murchos desnecessários moços
São muitas as semelhanças entre o ato de fazer sexo e o ato de se alimentar.
Sobretudo, são atitudes de extremo valor fisiológico. O sexo e a alimentação são a preservação das espécies. A alimentação a preservação imediata, come-se para manter-se vivo, e viva a humanidade através de ti. O sexo a preservação mediada, faz-se para trazer outrem à vida, e a humanidade viva através da sua descendência.
E participando de tamanha utilidade biológica, não é de espantar que tanto sexo como alimentação sejam atividades extremamente sinésticas. Me custa lembrar de outras atividades que envolvam todos os sentidos concomitantemente e em tamanho grau de êxtase e intensão.
Pois alimentar-se é o paladar e o olfato que percebem os alimentos, e por mais óbvios que sejam esses sentidos no ato da alimentação, não raras vezes se confundem. E por isso quando temos secreções a nos entupir as vias nasais e a nos interromper o sentido do olfato, julgamos que muitos alimentos perdem o gosto, o paladar. Na verdade, nada mais é isso do que nosso confusão sinestésica diante dos alimentos. Entre o que é cheiro e o que é gosto.
Mas além dos dois sentidos químicos, tão basilares no alimentar-se, também temos os demais sentidos se fazendo presente. Pois o vislumbramento do alimento pronto e disposto à nossa frente, bem como o contato do alimento com nossas mãos (reduzido pela civilidade dos talheres) e o contato do alimento com todo nosso sistema digestivo (lábios, língua, palato, dentes, garganta, etc) são a prova da importância da visão e do tato no alimentar-se.
Bem como o som do alimento sendo preparado e sendo mastigado e deglutido, por prazerosos que são, demonstram a importância da audição no alimentar-se.
E assim também se dá o sexo. Com a obviedade da importância do tato (reduzido pelo risco de doenças venéreas). E com a importância do ver, do ouvir, do cheirar e do provar. E não deixa de ser interessante que a palavra provar esteja associada à ideia de testar o paladar.
E sendo tarefas de primordial função biológica, não é de se espantar que tanto o sexo quanto a alimentação tenham sido elaboradas de maneira irresistível pela natureza. E também não é de causar espanto que sejam questões culturais de extrema importância.
Podemos dizer que a função de procriação do sexo e de reenergização dos alimentos foram bastante reduzidas em detrimento das funções sociais de ambos.
E se os homens não podem se livrar totalmente dos limites naturalmente impostos, se esforçam por imaginar, criar e recriar novos limites divinos, com inteligência, através da cultura.
Em diversas sociedades pagãs existiam orgias, com a magnificação do sexo e da alimetação em conjunto. Prova disso eram os bacanais, festas em ode ao Deus Baco, o Deus Greco-Romano do vinho.
Porém, atualmente, o sexo é visto como algo muito restrito, secreto, e, portanto, capaz de fomentar os maiores recalques. Estão aí os psicanalistas.
Já o ato de alimentar-se em conjunto, continuou muito disseminado nas culturas atuais. Prova disso são as importâncias dos banquetes, pique-niques, churrascos, feijoadas, e demais pratos e sobremesas típicos de diversas regiões ao longo do globo e de diversas épocas e estações ao largo dos anos. Não é de se espantar a estranheza que causa alguém a se alimentar sozinho.
E aproveito para indicar o filme "Estômago", produção brasileira, com João Miguel e Babu Santana. Que fala da importância da culinária e do poder que ela distingue em todas as esferas sociais. Bem como de suas sutis relações com o sexo.
E para finalizar, faço alusão ao fato de que, para diversas culturas mitológicas, somos feitos de terra, viemos dela, e para ela voltaremos. E é a fecundidade da terra que nos dá os alimentos para que permaneçamos vivos. E é a fecunidade dos homens que dá mais alimentos à terra, quando já não mais viverem.
Beijo
seus seios fora
de suas naturais utilidades
são como inúteis
seios fora
do período lactante
tão desnecessárias bocas
abertas
quando não há alimento
a boca moça madura inútil
baba
os seios murchos desnecessários moços
São muitas as semelhanças entre o ato de fazer sexo e o ato de se alimentar.
Sobretudo, são atitudes de extremo valor fisiológico. O sexo e a alimentação são a preservação das espécies. A alimentação a preservação imediata, come-se para manter-se vivo, e viva a humanidade através de ti. O sexo a preservação mediada, faz-se para trazer outrem à vida, e a humanidade viva através da sua descendência.
E participando de tamanha utilidade biológica, não é de espantar que tanto sexo como alimentação sejam atividades extremamente sinésticas. Me custa lembrar de outras atividades que envolvam todos os sentidos concomitantemente e em tamanho grau de êxtase e intensão.
Pois alimentar-se é o paladar e o olfato que percebem os alimentos, e por mais óbvios que sejam esses sentidos no ato da alimentação, não raras vezes se confundem. E por isso quando temos secreções a nos entupir as vias nasais e a nos interromper o sentido do olfato, julgamos que muitos alimentos perdem o gosto, o paladar. Na verdade, nada mais é isso do que nosso confusão sinestésica diante dos alimentos. Entre o que é cheiro e o que é gosto.
Mas além dos dois sentidos químicos, tão basilares no alimentar-se, também temos os demais sentidos se fazendo presente. Pois o vislumbramento do alimento pronto e disposto à nossa frente, bem como o contato do alimento com nossas mãos (reduzido pela civilidade dos talheres) e o contato do alimento com todo nosso sistema digestivo (lábios, língua, palato, dentes, garganta, etc) são a prova da importância da visão e do tato no alimentar-se.
Bem como o som do alimento sendo preparado e sendo mastigado e deglutido, por prazerosos que são, demonstram a importância da audição no alimentar-se.
E assim também se dá o sexo. Com a obviedade da importância do tato (reduzido pelo risco de doenças venéreas). E com a importância do ver, do ouvir, do cheirar e do provar. E não deixa de ser interessante que a palavra provar esteja associada à ideia de testar o paladar.
E sendo tarefas de primordial função biológica, não é de se espantar que tanto o sexo quanto a alimentação tenham sido elaboradas de maneira irresistível pela natureza. E também não é de causar espanto que sejam questões culturais de extrema importância.
Podemos dizer que a função de procriação do sexo e de reenergização dos alimentos foram bastante reduzidas em detrimento das funções sociais de ambos.
E se os homens não podem se livrar totalmente dos limites naturalmente impostos, se esforçam por imaginar, criar e recriar novos limites divinos, com inteligência, através da cultura.
Em diversas sociedades pagãs existiam orgias, com a magnificação do sexo e da alimetação em conjunto. Prova disso eram os bacanais, festas em ode ao Deus Baco, o Deus Greco-Romano do vinho.
Porém, atualmente, o sexo é visto como algo muito restrito, secreto, e, portanto, capaz de fomentar os maiores recalques. Estão aí os psicanalistas.
Já o ato de alimentar-se em conjunto, continuou muito disseminado nas culturas atuais. Prova disso são as importâncias dos banquetes, pique-niques, churrascos, feijoadas, e demais pratos e sobremesas típicos de diversas regiões ao longo do globo e de diversas épocas e estações ao largo dos anos. Não é de se espantar a estranheza que causa alguém a se alimentar sozinho.
E aproveito para indicar o filme "Estômago", produção brasileira, com João Miguel e Babu Santana. Que fala da importância da culinária e do poder que ela distingue em todas as esferas sociais. Bem como de suas sutis relações com o sexo.
E para finalizar, faço alusão ao fato de que, para diversas culturas mitológicas, somos feitos de terra, viemos dela, e para ela voltaremos. E é a fecundidade da terra que nos dá os alimentos para que permaneçamos vivos. E é a fecunidade dos homens que dá mais alimentos à terra, quando já não mais viverem.
13/06/2009
Cheiro do Ralo
"O Templo é sagrado porque não está a venda."
É bem conhecida a passagem bíblica em que Jesus, indignado, age de maneira intempestiva, a reprimir os comerciantes que se alojavam no templo.
E na esteira do pensamento binário e antinomial que acompanha a humanidade, uma das dicotomias mais presentes e intrigantes é a que se dá entre o Sagrado e o Profano.
E é interessante como o dinheiro é visto como o principal agente profanador, capaz de dessacralizar o mais sublime objeto.
Talvez, por isso, o conselho, em outra famosa passagem bíblica, que diz não se poder ter dois senhores. Ou Deus, ou Mamôn. Ou o sagrado, ou o profano. Ou o santo, ou o dinheiro.
A moeda sempre foi vista como algo moralmente sujo, um mal necessário. E a cobrança de juros, que é a forma de se fazer mais dinheiro a partir do dinheiro, era proibida na Antiguidade e na Idade Média. Cabendo essa tarefa suja, de emprestar a juros, aos judeus, que se lançavam a esse trabalho, uma vez que eram impedidos de realizar outras funções julgadas mais dignas. O Mercador de Veneza, de Shakespeare, esclarece bem tal situação.
Há a condenação à prostituição, que é ceder o corpo, que é templo, por dinheiro. A prática profana do sexo. Instigante é o silêncio em relação à escravidão.
E, por isso tudo, são bastante nevrálgicas as questões referentes a indulgências e dízimos.
Sabemos que o dinheiro pode comprar as coisas belas e úteis. Mas os valores que atribuimos às coisas é de fato bastante subjetivo.
Mas o valor que damos às coisas sagradas, esse é um valor inatingível. O dinheiro não pode comprar o que é sacro. E se o dinheiro compra, sacro não pode ser. Por isso a citação do provérbio oriental no princípio do texto.
Mas sagrado, para nós, pode ser qualquer coisa que não tenha preço. Uma mera fotografia, uma caixinha de jóias sem jóia alguma.
E daí a dura crueldade do personagem de Selton Melo no filme que dá nome a esse post. Ele nada mais é do que um profanador. Pessoas em desespero vem a ele, para vender o que lhes resta de mais sagrado. E ele as humilha, comprando por um baixo preço, ou, o que é pior, se recusando a pagar qualquer preço, por menor que seja.
Mas por outro lado, se contenta em pagar as maiores somas de dinheiro para ter o que acha importante. Seja a bunda, o sexo, um olho de vidro ou uma perna mecânica.
Se recusa a fazer sexo por amor. Um sexo sagrado. Quer comprar o sexo, pagá-lo, profanizá-lo.
E a sagrada figura paterna, ausente em sua vida, ele a compra, por partes, a prestações, para montar seu próprio pai, um robô profano.
É bem conhecida a passagem bíblica em que Jesus, indignado, age de maneira intempestiva, a reprimir os comerciantes que se alojavam no templo.
E na esteira do pensamento binário e antinomial que acompanha a humanidade, uma das dicotomias mais presentes e intrigantes é a que se dá entre o Sagrado e o Profano.
E é interessante como o dinheiro é visto como o principal agente profanador, capaz de dessacralizar o mais sublime objeto.
Talvez, por isso, o conselho, em outra famosa passagem bíblica, que diz não se poder ter dois senhores. Ou Deus, ou Mamôn. Ou o sagrado, ou o profano. Ou o santo, ou o dinheiro.
A moeda sempre foi vista como algo moralmente sujo, um mal necessário. E a cobrança de juros, que é a forma de se fazer mais dinheiro a partir do dinheiro, era proibida na Antiguidade e na Idade Média. Cabendo essa tarefa suja, de emprestar a juros, aos judeus, que se lançavam a esse trabalho, uma vez que eram impedidos de realizar outras funções julgadas mais dignas. O Mercador de Veneza, de Shakespeare, esclarece bem tal situação.
Há a condenação à prostituição, que é ceder o corpo, que é templo, por dinheiro. A prática profana do sexo. Instigante é o silêncio em relação à escravidão.
E, por isso tudo, são bastante nevrálgicas as questões referentes a indulgências e dízimos.
Sabemos que o dinheiro pode comprar as coisas belas e úteis. Mas os valores que atribuimos às coisas é de fato bastante subjetivo.
Mas o valor que damos às coisas sagradas, esse é um valor inatingível. O dinheiro não pode comprar o que é sacro. E se o dinheiro compra, sacro não pode ser. Por isso a citação do provérbio oriental no princípio do texto.
Mas sagrado, para nós, pode ser qualquer coisa que não tenha preço. Uma mera fotografia, uma caixinha de jóias sem jóia alguma.
E daí a dura crueldade do personagem de Selton Melo no filme que dá nome a esse post. Ele nada mais é do que um profanador. Pessoas em desespero vem a ele, para vender o que lhes resta de mais sagrado. E ele as humilha, comprando por um baixo preço, ou, o que é pior, se recusando a pagar qualquer preço, por menor que seja.
Mas por outro lado, se contenta em pagar as maiores somas de dinheiro para ter o que acha importante. Seja a bunda, o sexo, um olho de vidro ou uma perna mecânica.
Se recusa a fazer sexo por amor. Um sexo sagrado. Quer comprar o sexo, pagá-lo, profanizá-lo.
E a sagrada figura paterna, ausente em sua vida, ele a compra, por partes, a prestações, para montar seu próprio pai, um robô profano.
Hermes x Afrodite
São contraditórias as teorias que afirmam uma predominância feminina na pré-história, mas não deixam de fazer certo sentido.
Interessante foi observar o depoimento de um componente de uma sociedade indígena que subsiste às cercanias do Mar da Prata.
Perguntado sobre o motivo por que são vedados, às mulheres, os segredos e ritos de passagem e iniciação. Sua explicação foi que no início o mundo era dominado por elas. Então, eles viraram o jogo. E mantinham tais práticas para manter tais privilégios.
O certo é que encontramos sociedades pagãs e politeístas que são patriarcais. Sendo a Grécia um exemplo muito claro.
Mas não é raro se dizer que foi o surgimento das religiões monoteístas que ajudaram a consolidar as sociedades machistas. A troca da divindade da Mãe Terra pelo Deus Pai.
O fato é que a linguagem poético-mitológica, empregada pelos antigos em suas cosmologias, é frequentemente assumida como uma linguagem feminina, por polissêmica que é.
E as 3 grandes religiões monoteístas basearam seus textos sagrados nesse tipo de linguagem. E por isso hoje sofrem ataques desenfreados da atual sociedade masculina, em busca de sua linguagem lógica, matemática, linear e sem ambiguidades.
Interessante foi observar o depoimento de um componente de uma sociedade indígena que subsiste às cercanias do Mar da Prata.
Perguntado sobre o motivo por que são vedados, às mulheres, os segredos e ritos de passagem e iniciação. Sua explicação foi que no início o mundo era dominado por elas. Então, eles viraram o jogo. E mantinham tais práticas para manter tais privilégios.
O certo é que encontramos sociedades pagãs e politeístas que são patriarcais. Sendo a Grécia um exemplo muito claro.
Mas não é raro se dizer que foi o surgimento das religiões monoteístas que ajudaram a consolidar as sociedades machistas. A troca da divindade da Mãe Terra pelo Deus Pai.
O fato é que a linguagem poético-mitológica, empregada pelos antigos em suas cosmologias, é frequentemente assumida como uma linguagem feminina, por polissêmica que é.
E as 3 grandes religiões monoteístas basearam seus textos sagrados nesse tipo de linguagem. E por isso hoje sofrem ataques desenfreados da atual sociedade masculina, em busca de sua linguagem lógica, matemática, linear e sem ambiguidades.
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